Escrevo... Essa
é a forma que encontro pra por pra fora
os sentimentos, é uma forma de extravasar... quando não consigo
conversar,
quando não consigo falar, quando não sei pra onde correr, quando não sei
pra
quem telefonar... quando me sinto menino, quando não alcanço o abraço
que quero
alcançar eu escrevo, por que escrever é pra mim a lembrança que ainda
existe
algo de divino e sublime, algo que acalma a alma e leva paz a mente,
aquecendo
o coração e traduzindo sentimentos que não correm pelo rosto em forma de
lágrimas... Sei que Deus para ver o que escrevo, nem sempre é pra ele
que
escrevo mas sempre que escrevo é nele que penso, por que sei que ele lê
meus
textos, enquanto escrevo algumas vezes posso sentir que ele está em pé
atrás da
cadeira lendo o que estou digitando ou copiando, isso me acalma...
Ler o que
escrevo é trabalho que dou a poucos... alguns textos guardo em emails
enviados a
mim mesmo, outros são emails enviados a amigos... algumas vezes penso
estar
sendo inconveniente em escrever incansavelmente, afinal “não é porque
gosto de
escrever que meus amigos gostam de ler” pensar nos outros antes não era
meu
forte, o fato é que hoje penso, ligar telefonar, bater um papo é bom,
mas
escrever e saber que alguém leu, pra mim é melhor, pois assim sei que
alguém
parou, dedicou tempo, interessou... Sentir isso de alguém não tem
preço... Hoje
um a
braço caia bem, um SMS, um sorriso, uma foto, um bom dia, mas
escrever substitui essas coisas, por que elas passam, mas as coisas que
escrevo ficam
nos emails, nas mensagens, nos corações, nas mentes isso me acalma, me
alegra...
Hoje estou
escrevendo porque não estou bem, porque quero conversar não sei o que, porque a
semana foi cheia, o trabalho me apertou, e algumas decisões que podem mudar meu
rumo foram tomadas, magoei não apenas uma pessoa essa semana, e não sei quantos
guardam ressentimentos de mim, quantos me perdoaram, quais esqueceram, escrevo por que quero sentar ao lado de alguém, e estar ali, mesmo que seja sem palavras, Nunca escrevo pra mostrar
fraqueza ou me passar por vitima, sempre escrevo na intenção de mostrar o
menino dentro da armadura que luta incansavelmente, que cai e levanta, as vezes
nem percebo e estou escrevendo e assim fico relendo meus textos e escrevendo
outros... Escrevo o que sinto; afinal chorar não é meu forte... É que eu expresso
em palavras o que vejo em uma lágrima... Minhas preocupações, meus problemas,
meus anseios, aparecem como tempestade de areia enquanto estou a escrever e desaparecem
como mágica após ter o texto pronto e com o ponto final.

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