O verbo se fez carne porque o amor precisava ter uma forma humana, ele se fez carne porque era preciso que o amor pudesse ter braços e pernas para acolher em um abraço o pecador que se arrepende, para caminhar em direção a quem clama por cura, o verbo se fez carne para que o amor das palavras bíblicas e das profecias se convertessem em ações, para que o próprio amor falasse sobre o amor de Deus, o verbo se fez carne para que de uma vez por todas caísse por terra o sentimento de que se tem um Deus ausente, ele se fez carne para que sendo o nosso defensor, o fiel advogado, ele pudesse ter conhecimento de causa junto as cortes celestiais, ele se fez carne porque tanto amor não poderia se aprisionar apenas na figura de uma amado filho, de um divino Deus, esse grandioso amor precisava ser dividido, ter uma forma humana para mostrar que mais vale os exemplos do que as palavras, incrivelmente ele viveu, de forma inexplicável ele amou, dando a propria vida e se tornando vida após a sua morte... Ensinando multidões o verbo se fez carne para trazer esperança para todo aquele que não sabe como sair do calabouço em que o pecado lhe aprisionou, ele se fez carne para mostrar que o seu amor é infinito e não há erro no mundo que Ele não possa perdoar.
A inteligência humana não seria capaz de criar alguém tão incrível como Cristo, alguém tão bem resolvido em sua forma de pensar tão fácil de ser testemunhado, mas ao mesmo tempo tão profundo em sua forma de agir fazendo com que a mente humana se questione, como pode ter existido alguém assim... João o melhor amigo de Cristo é um grande escritor, imagino João se espremendo procurando as palavras pois por mais incrível que Cristo seja não há verbos suficientes para descreve-lo, não existem palavras, e isso deixa estasiado qualquer um que pare um minuto para refletir o quão grande é Jesus... e o quão imenso é seu amor... João escreve bem ao dizer: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai."
Texto: Isaac Porto
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